“O Psicodrama nasceu em Viena, onde também nasceu a Psicanálise, em 1921, num teatro dramático, num clima histórico de instabilidade e inquietude, sob a batuta de Jacob L. Moreno (1889-1974). O conceito fundamental é o conceito de Drama. No atuar psicodramático o indivíduo exterioriza suas experiências. Tanto ele quanto o terapeuta podem estudá-las diretamente e caminhar juntos em direção a mudanças, pois a ênfase é colocada no próprio processo vivido e este não se repete. No Psicodrama valoriza-se a experiência presente, compreendida como um momento de fusão do passado e do futuro. No presente, olhando seu passado e seus projetos, o indivíduo tem a chance de escolher e participar da construção da sua própria vida. Uma sessão psicodramática geralmente tem três fases: aquecimento inespecífico (fase de preparação do grupo, busca de um tema comum e localização de um protagonista), aquecimento específico e dramatização (aquecimento para a dramatização de uma temática específica com a função de reconstituição da realidade vivida e atualização dos papéis implicados nessa vivência), comentários (nesta fase amplia-se para o grupo a temática explicada pelo trabalho junto ao protagonista e também se estabelecem as relações da temática, surgidas no contexto dramático com o contexto social).” Em geral a terapia psicodramática ocorre em grupo, mas não necessáriamente. (Guia Psi - Texto base de Alberto Pereira Lima)

Sugestões de leituras:

Moreno, J.L. - O teatro da espontaneidade. Summus, 1984.

Naffah, A. - Psicodrama. Brasiliense, 1979.