Psiquiatria é o ramo da Medicina que trata dos transtornos psíquicos ou mentais. Embora muitos tenham a idéia de que o psiquiatra é o "médico de louco", distúrbios de ansiedade, depressão e dependência de álcool e outras drogas são condições muito mais freqüentes que quadros psicóticos como a esquizofrenia. As duas principais maneiras de um psiquiatra trabalhar são a psiquiatria clínica e a psicoterapia. Na psiquiatria clínica, o psiquiatra trabalha como qualquer outro médico, obtendo uma história do paciente, procurando identificar sintomas que permitam a caracterização de um quadro clínico a ser tratado. Nesse processo, podem ser solicitados exames laboratoriais que se façam necessário no esclarecimento do diagnóstico e no planejamento do tratamento a ser instituido. Atualmente, o diagnóstico psquiátrico se baseia na utilização de critérios ou diretrizes diagnósticas (como as fornecidas na última edição da Classificação Internacional da Doenças, desenvolvida pela Organização Mundial de Saúde), num esforço de se obter mais uniformidade e objetividade no processo. O uso de medicamentos é uma das possíveis formas de tratamento psiquiátrico, mas não obrigatória. Embora muitos dos medicamentos utilizados pelos psiquiatras sejam classificados como psicotrópicos (produzem seus efeitos modificando o funcionamento mental), nem todos esses remédios provocam dependência. Mesmo no caso de medicações que têm o potencial de provocar dependência (os remédios de "tarja preta"), o acompanahmento cuidadoso de um psiquiatra é importante para minimizar esse risco. Nos últimos anos, temos assistido a uma verdadeira explosão no número e diversidade de medicamentos psiquiátricos. A psicoterapia é uma abordagem terapêutica que pode ser realizada por psiquiatras e psicólogos. Aqui, não se procura identificar uma doença a ser eliminada, mas uma situação a ser compreendida. Sendo a psicoterapia uma forma de se aumentar o auto-conhecimento, mesmo pessoas sem um diagnóstico psquiátrico podem se beneficiar dessa abordagem.